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Caboclo Pena Verde

 

História do Caboclo Pena Verde

 

 

 

 

 

Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha…

É de uma Tribo Asteca, oriunda dos Estados Unidos que veio migrando até chegar na Amazônia, onde se instalou.

Sua aparência: usava calça de couro, tinha cabelos longos e grisalhos e seu penacho, longo, tinha as cores (verde, vermelha e branca) cada cor representada um irmão.

Relatou que para um índio se tornar pagé, tinha que participar de um ritual: caçar e trazer um javali para a tribo;

Quando Pene Verde foi participar deste ritual, tinha mais um adversário, o vencedor seria quem trouxesse a presa primeiro;

Os dois saíram para a missão no mesmo dia. O seu adversário voltou no dia seguinte com um javali abatido.

Pena Verde só retornou após 30 dias, o impressionante é que ele não precisou abater o javali, durante este período ficou observando o comportamento e foi se aproximando até domá-lo. Só então retornou para a tribo. Entrou triunfante, montado no animal!

Tinha dois guerreiros que considerava seus braços, o filho e o sobrinho.

Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha, antes de morrer, pediu a Tupã para ver quem era o autor de tamanha atrocidade. Poucos minutos se passaram e ele pode ver seus guerreiros sendo massacrados, mulheres e crianças sofrendo as maiores barbaridades, então virou-se para trás e pode ver que o seu querido sobrinho a quem tinha tanta estima e confiança era o mentor do ataque.

Para que morresse em paz, Pena Verde perdoou seu sobrinho, tirou a flecha das costas e partiu!

 

 

Ponto:

Ele vem lá de Aruanda,

 

vem  de lança e cocar ,

 

caçador vence demanda,

 

seu Pena Verde que chegou pra trabalhar,

 

vem num raio luminoso,

 

Yansã quem lhe mandou,

 

índio forte e corajoso,

 

que  o terreiro abençoou,

 

ele é guerreiro dos filhos é protetor,

 

de Oxossi é mensageiro,

 

reina na mata ,é vencedor!

 

*****

 

PONTO DO CABOCLO PENA VERDE


Ele veio da sua mata,
Veio saravá o congá.
Sua suna é Pena Verde,
Aqui e em qualquer lugar.

 

 

Imagem

 

Quem Foi o Mestre Saint Germain?

Existem vários registros de sua vida somando mais de 112 anos de existência e aparentando sempre ter 45 a 50 anos de idade, causando muita curiosidade, viajando bastante, prevendo fatos, preparando elixires e frequentando as cortes do século XVIII.

Sua origem verdadeira é desconhecida. Apareceu em Milão, Gênova, Veneza, Paris, Londres, São Petesburgo, Índia, Rússia, África, China e outros. Ele afirmava que vinha da Ásia onde havia participado de peregrinações em mosteiros das regiões montanhosas, tendo ainda sido hóspede do Xá da Pércia.

A última encarnação do Mestre foi como Conde de Saint Germain, na França no século XVIII. É desta época que existem os maiores registros de sua permanência na terra. Viveu na França, em Paris onde ficou sob os cuidados pessoais de Luiz XV, desfrutando da afeição do rei que lhe deu uma suíte com vários aposentos no castelo Chambord.

Muitas vezes passava noites inteiras em Versailles com o rei e a família real. Tinha muita facilidade em se dirigir às grandes personalidades sem se importar com suas posições nem títulos.

St. Germain não comia carne, não bebia vinho, o Conde nunca foi visto comendo ou bebendo. Nas festas da corte enquanto todos comiam ele só bebia água. Era opinião quase universal que ele tinha muito charme e se apresentava sempre de maneira muito cortês. Além do mais, no ambiente social, mostrava uma variedade de dons, tocava muito bem diversos instrumentos musicais, e algumas vezes parecia dotado de poderes e capacidades que alcançavam o nível do misterioso e do incompreensível.

Há registros de suas viagens de 1710 a 1822. No entanto não podemos tratar de cada período de maneira completa porque Saint Germain muitas vezes desaparecia durante vários meses.

Algumas vezes desaparecia por bastante tempo e reaparecia de repente, deixando entender ter estado em outro mundo, em comunicação com os “mortos”.

O Conde costumava afirmar que havia vivido bastante para conhecer: Jesus e seus pais, que havia estado nas bodas de Canaã e que sabia do fim triste de Jesus. Disse também que a Virgem Maria o havia impressionado tanto que ele mesmo tinha pedido sua canonização no concílio de Nicéia no ano de 325 d.C.

Falava 12 línguas: francês, alemão, italiano, inglês, russo, português, espanhol, grego, latim, sânscrito, persa e o chinês. Este era um conhecimento raríssimo para época e nunca foi explicado.

St. Germain afirmava ter aprendido as coisas da natureza por sua própria aplicação e pesquisa. Sabia tudo sobre ervas e plantas e havia inventado os medicamentos que usava com frequência e que prolongavam sua vida e sua saúde. Era conhecido por muitos como o homem dos milagres que previa fatos e transformava objetos.

Foi um hábil diplomata. Agia de forma a chamar atenção da alta sociedade. Se vestia de forma sóbria onde se destacavam os diamantes que usava nas roupas e sapatos. Era um homem simples e bom, dava atenção às pessoas mais humildes. O Conde de Saint Germain viveu durante muitos séculos, frequentemente aparecia em lugares diferentes e distantes um do outro na mesma época. Não existe registro de sua morte.

Foi músico, tocava violino, foi cantor e pintor. Nenhum de seus quadros, existem até hoje, mas dizem que as pinturas a óleo eram maravilhosas reproduções de jóias que brilhavam como se fossem reais. Foi também um excelente joalheiro e um famoso alquimista que estudava os metais nobres. Foi conhecido como curandeiro, salvou da morte algumas pessoas com graves doenças.

Foi o fundador das sociedades secretas. Fez parte da Loja Maçônica em Paris juntamente com os iluministas: Russeau, Voltaire e Benjamin Franklin.

Teve muitas outras encarnações como: Mago Merlin, o velho sábio que ajudou o rei Arthur a fundar a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda. Foi o profeta Samuel, foi José pai de Jesus. Foi também Cristóvão Colombo, o descobridor da América e foi Francis Bacon, filho da Rainha Isabel I, da Inglaterra, Shakespeare, Leonardo da Vinci.

O príncipe da prússia Karl Von Kassel disse: Saint Germain foi um dos maiores filósofos que jamais viveram. Era amigo da humanidade, não desejava a riqueza senão para poder distribuir aos pobres. Amava os animais e apenas a felicidade dos outros era o suficiente para lhe encher o coração. O Conde de Saint Germain era um devotado alquimista, acreditava na medicina universal e realizou estudos sobre o magnetismo animal. Suas tentativas pacifistas facilitaram seu contato com monarcas na Europa. Na corte francesa o Conde de Saint Germain apareceu para previnir Maria Antonieta esposa do Rei Luiz XVI do súbito início da Revolução Francesa.

A verdadeira missão de Saint Germain era auxiliar no progresso da ciência, encaminhar a humanidade para a religião não dogmática e estimular a evolução geral.

Bibliografia:

“A Doutrina Secreta” de Madame Blavatsky
“Conde de Saint Germain” de Isabel Cooper-Oakley.
Revista: “O Mensageiro”

Adorei as Almas . Preto velho – Pai Preto.
Preto Velho – Pai Preto.Uma antiga história contada nos terreiros de Umbanda, fala de um escravo, cativo em uma fazenda de cana-de-açúcar no Nordeste, que desde que chegara ao Brasil, parecia ser predestinado à uma missão espiritual.

Missão esta, diziam, lhe ter sido outorgada por Oxalá. Apesar da dura vida no cativeiro, nunca se revoltou com o destino.
Grande conhecedor das ervas curativas e das mirongas de sua terra natal, pois fora um sacerdote iniciado no culto dos Orixás, tratava dos outros escravos, minimizando seus sofrimentos. A fama de seu trabalho de caridade chegou até a casa grande e passou também a assistir aos senhores brancos, sem nenhum traço de ressentimento.
Passou a ser chamado carinhosamente, por todos, de Pai Preto e passou a vida divulgando a prática da bondade incondicional.
Quando já estava velho, com quase 90 anos de idade, sua história chegou aos ouvidos de padres missionários, que, zelosos de sua catequese, decidiram ser Pai Preto um feiticeiro pagão que deveria morrer para servir de exemplo a quem ousasse interferir nos ensinamentos da Santa Igreja Católica.
Foi então dada a ordem para a sua execução. Porém até os senhores de engenho, que também muito lhe deviam por suas curas, resolveram burlar a ordem e esconder Pai Preto em local seguro, onde pudesse continuar a lhes prestar serviços. Mas a obstinação e a consciência de sua missão fizeram Pai Preto prosseguir, sem medo. Este continuava a trabalhar, em seu corpo espiritual.
Então as autoridades religiosas enviaram outra ordem: o “feiticeiro” devia ser desenterrado e sua cabeça separada do corpo e enterrada bem longe para que seus feitiços cessassem.
Desta vez, temerosos com as possíveis conseqüências da desobediência, seus amos resolveram matá-lo e fugir de complicações.
Assim, beirando os noventa anos, este ancião deixa o plano físico e começa uma nova missão no plano astral. Através dos médiuns que lhes servem de veículo, continua o trabalho de caridade e ajuda nos terreiros de Umbanda.

Foto: Preto Velho - Pai Preto.</p>
<p>Uma antiga história contada nos terreiros de Umbanda, fala de um escravo, cativo em uma fazenda de cana-de-açúcar no Nordeste, que desde que chegara ao Brasil, parecia ser predestinado à uma missão espiritual.</p>
<p>Missão esta, diziam, lhe ter sido outorgada por Oxalá. Apesar da dura vida no cativeiro, nunca se revoltou com o destino.<br />
Grande conhecedor das ervas curativas e das mirongas de sua terra natal, pois fora um sacerdote iniciado no culto dos Orixás, tratava dos outros escravos, minimizando seus sofrimentos. A fama de seu trabalho de caridade chegou até a casa grande e passou também a assistir aos senhores brancos, sem nenhum traço de ressentimento.<br />
Passou a ser chamado carinhosamente, por todos, de Pai Preto e passou a vida divulgando a prática da bondade incondicional.<br />
Quando já estava velho, com quase 90 anos de idade, sua história chegou aos ouvidos de padres missionários, que, zelosos de sua catequese, decidiram ser Pai Preto um feiticeiro pagão que deveria morrer para servir de exemplo a quem ousasse interferir nos ensinamentos da Santa Igreja Católica.<br />
Foi então dada a ordem para a sua execução. Porém até os senhores de engenho, que também muito lhe deviam por suas curas, resolveram burlar a ordem e esconder Pai Preto em local seguro, onde pudesse continuar a lhes prestar serviços. Mas a obstinação e a consciência de sua missão fizeram Pai Preto prosseguir, sem medo. Este continuava a trabalhar, em seu corpo espiritual.<br />
Então as autoridades religiosas enviaram outra ordem: o “feiticeiro” devia ser desenterrado e sua cabeça separada do corpo e enterrada bem longe para que seus feitiços cessassem.<br />
Desta vez, temerosos com as possíveis conseqüências da desobediência, seus amos resolveram matá-lo e fugir de complicações.<br />
Assim, beirando os noventa anos, este ancião deixa o plano físico e começa uma nova missão no plano astral. Através dos médiuns que lhes servem de veículo, continua o trabalho de caridade e ajuda nos terreiros de Umbanda.

CAFEOMANCIA

A ORIGEM DA LEITURA DA BORRA DE CAFÉ

A leitura da borra de café derivou-se no mundo árabe da leitura da xícara de chá (Teimancia) que era praticada pelos chineses.

Existem várias lendas sobre a origem do café. A lenda mais conhecida é do pastor da Etiópia. Numa região conhecida como Kafa (provavelmente tenha surgido daí o nome de “Café”) um pastor observou que as cabras ficavam mais espertas ao comer o fruto da planta e começou a colher os frutos e preparar a infusão para o seu consumo próprio, notando também o mesmo efeito em seu organismo. A noticia foi se espalhando e o cultivo do café foi se expandindo pelo Oriente Médio.

Porém, as propriedades energéticas do café não foram as únicas observações dos árabes. Eles também começaram a observar desenhos que se formavam na xícara após tomarem o café.

Foram os sumérios (antigo povo nômade da mesopotâmia – atual Iraque, Assíria) quem espalharam este costume pela antiga Armênia e após o Egito, Líbano, Pérsia, Irã, Turquia, no sul da Rússia e chegando até a Europa, através da onda imigratória.

Eram usadas pelas odaliscas dos sultões que através da borra de café previam qual odalisca seria a escolhida para aquela noite.

E assim a leitura da borra tem atravessado gerações. Chegou à Europa no século XVIII, sendo a França o primeiro país adotá-la.

Atualmente a leitura da borra ainda é praticada na Turquia e nos países do norte da África. Na Turquia, senhoras lêem à borra em restaurantes. Os turcos são especialistas no café.

SAMÝRA MURADDY NA LEITURA DA BORRA DO CAFÉ.

http://www.olhosdebastet.com.br/

SAMÝRA MURADDY / OLHOS DE BASTET

Tel.: (11) 2098-3067 ou 9148-0435
Contato para consultas com hora marcada e também contato para Eventos.

CAFEOMANCIA

A ORIGEM DA LEITURA DA BORRA DE CAFÉ

 

A leitura da borra de café derivou-se no mundo árabe da leitura da xícara de chá (Teimancia) que era praticada pelos chineses.

Existem várias lendas sobre a origem do café. A lenda mais conhecida é do pastor da Etiópia. Numa região conhecida como Kafa (provavelmente tenha surgido daí o nome de “Café”) um pastor observou que as cabras ficavam mais espertas ao comer o fruto da planta e começou a colher os frutos e preparar a infusão para o seu consumo próprio, notando também o mesmo efeito em seu organismo. A noticia foi se espalhando e o cultivo do café foi se expandindo pelo Oriente Médio.

Porém, as propriedades energéticas do café não foram as únicas observações dos árabes. Eles também começaram a observar desenhos que se formavam na xícara após tomarem o café.

Foram os sumérios (antigo povo nômade da mesopotâmia – atual Iraque, Assíria) quem espalharam este costume pela antiga Armênia e após o Egito, Líbano, Pérsia, Irã, Turquia, no sul da Rússia e chegando até a Europa, através da onda imigratória.

Eram usadas pelas odaliscas dos sultões que através da borra de café previam qual odalisca seria a escolhida para aquela noite.

E assim a leitura da borra tem atravessado gerações. Chegou à Europa no século XVIII, sendo a França o primeiro país adotá-la.

Atualmente a leitura da borra ainda é praticada na Turquia e nos países do norte da África. Na Turquia, senhoras lêem à borra em restaurantes. Os turcos são especialistas no café.

 

SAMÝRA MURADDY NA LEITURA DA BORRA DO CAFÉ.

 

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A Intuicao

 

      

        Muitas pessoas já apostaram na intuição que tiveram e se deram bem, já outras não. Falamos sobre esse tipo de assunto atualmente como se fosse algo normal. Conversamos algo do tipo: “A minha intuição diz que…”. Pois é, isso parece estranho! Por que temos esse tipo de pressentimento? O que seria a intuição? Por que em muitas vezes nosso palpite intuitivo não está certo?

        Para entendermos de uma forma objetiva, analisaremos dois tipos de vertentes criadas para explicar esse fenômeno. Precisamos compreender que a intuição não é um tipo de mágica. Para a Ciência ela faz parte da natureza humana e o seu local de atuação é precisamente no lado direito do cérebro (local o qual é responsável também pelas emoções). O processo em que ocorre a intuição se dá pela seguinte forma: quando um tipo de mensagem intuitiva surge na mente, o lado direito do cérebro envia esse código (mensagem) para o lado esquerdo, o qual está ligado ao intelecto e à razão. Logo, após o envio dessa mensagem, ela é interpretada e o organismo libera substâncias químicas que tem o papel de estimular a atividade cerebral. Pois, é justamente por isso que temos a impressão de que algo vai acontecer. É nesse momento que sentimos o coração bater mais rápido, suamos ou ficamos vermelhos. Para a neurologia, essa explicação é a mais plausível. 

       Porém, os místicos tem outro tipo de explicação: para eles, a intuição se dá através da

 ajuda de forças espirituais. Esse tipo de ajuda pode ser obtida através de anjos ou espíritos do bem.

 Esses espíritos beneficiam essas pessoas que são capazes de intuir para que elas não se

 apeguem ao lado material da vida e para que possam reconhecer o valor do lado espiritual para

 a evolução da alma. Logo, intuição é uma palavra oriunda do latimintuitionem, que significa o

recebimento de idéias de espíritos desencarnados. Pode ser também interpretada como pressentimento. 

 

 

       Os místicos reencarnacionistas defendem a ideia de que é possível não usar o dom da intuição

 apenas para adivinhar coisas no presente, mas também para relembrarmos de acontecimos de vidas

passadas para que possamos corrigir possíveis erros da vida presente. Podemos também receber a

 intuição através de sonhos. Em um artigo anterior há uma explicação mais detalhada sobre o tema

Sonhos. Sonhos intuitivos são formas de conselhos espirituias. Muita gente sonha com a morte

de uma pessoa e isso acaba virando realidade. Na verdade, essa forma de aviso pode servir como

 uma preparação emocional para o que vai acontecer ainda. Mas os sonhos intuitivos não

serverm apenas para avisar acontecimentos ruins, muitos cientistas já fizeram grandes

 descobertas por meio de mensagens recebidas enquanto dormiam.

 

 

 

 

 

Algumas Curiosidades Sobre Sonhos Intuitivos:

 

 

       James Dean, que faleceu em 1955, foi alertado por seu amigo que morreria em um

 acidente automobilístico. O ator ignorou o recado, pois havia comprado um Porsche novo.

 Sofreu um acidente de carro uma semana depois e morreu na hora.

 

 

       

 

 

 

       Na Grécia Antiga, as pessoas que ficavam doentes visitavam um templo dedicado

a Asclépio, que era considerado o pai da medicina. Lá as pessoas adormeciam e

acreditavam que as curas para suas doenças viriam através de sonhos.

 

 

       

 

 

 

 

 

       Julio Rasec, tecladista da banda Mamonas Assassinas, gravou em um vídeo que teve um mau

 pressentimento em relação ao vôo que ele e seus amigos de banda fariam. O acidente se

 confirmou em março de 1996, quando o avião em que todos estavam se chocou contra

 a Serra da Cantareira.

 

 

       

 

 

 

 

 

 

 

Axexe

Postado por:Marcelo Alban

 

Fase preparatória: Desde que o falecimento de uma adósù do “terreiro” é conhecido, procede-se a levantar um pequeno recinto provisório, coberto de folhas de palmeira, junto ao Ilé-ibo-akú. A Iyálàse, secundada por outra sacerdotisa, procede ao levantamento ritual dos “assentos” individuais pertencentes à falecida assim como todos seus objetos sagrados e tudo é depositado no chão no recinto provisório, distante dos Ilé-orixá. As quartinhas que continham água são esvaziadas e emborcadas.

Axexé os cincos primeiros dias: O ritual Axexé dura sete dias consecutivos. Durante os cincos primeiros dias as mesmas cerimônia se repete exatamente, segundo a seguinte seqüência:

a) Todos os membros do egbé, rigorosamente vestidos de branco, reúnem-se, no barracão, ao pôr-do-sol, para celebrar o Padê tal qual o descreveremos. No inicio, o espírito do morto é invocado junto com Exú e todas as entidades. 

b) Terminado de cantar o Padê, o egbé coloca-se em volta da cuia vazia que ocupa o centro da sala, deixando sempre uma passagem de saída para o exterior. Neste momento, um dos sacerdotes, encarregados do ritual que se vai desenrolar no Ilé-akú e no recinto exterior onde foram depositados os “assentos” e os objetos da falecida, traz uma vela, coloca-a ao lado da cuia e ascende. 

c) Todos os que estão presentes enrolam suas cabeças com torços brancos e cobrem cuidadosamente o corpo com um grande oja branco. No momento em que se ascende a vela, supõe-se que o espírito do morto se encontre na sala representado pela cuia. Um logo rito vai desenrola-se, começando pela Iyálorixa, seguida em ordem hierárquica por cada uma sacerdotisa de grau elevado e finalmente por um grupo de dois a dois das noviças. Cada uma saúda o exterior, a cuia os presentes e dança em volta da cuia colocando moedas que passam previamente por sua cabeça, delegando sua própria pessoa ao morto. Ao mesmo tempo despede-se do morto, com cantigas apropriadas. 

A primeira cantiga entoada pela Iyálorixa é uma reverensa a todos os Axexé que, como dissemos, são os primeiros ancestrais da criação, o começo e a origem do universo, de uma linguagem, de uma linhagem, de uma família, de um “terreiro”. A venerável morta a Adosun que merece essa cerimônia e é seu objeto converter-se-á também num Axexé. A Iyalase saúda: Axexé, Axexé o!; 

1. Axexé, mo juga; Axexé, Axexé o!; 

2. Axexé o ku Agbà o!; Axexé, Axexé o!; 3. Axexé, érù ku Àgbà o!; Axexé, Axexé o! Tradução: Axexé oh! Axexé; Axexé eu lhe apresento meus humildes respeitos oh!; Axexé oh! Axexé; Axexé eu venero e saúdo os mais antigos, oh!; Axexé oh! Axexé; Axexé a escrava saúda os mais antigos, oh!; Axexé oh! Axexé. É o seguinte o texto da Segunda cantiga: Bibi bibi lo bi wá; Ode Arolé lo. Tradução: Nascimento do nascimento que nos trouxe Ode Arolé (Òsôsi) nos trouxe ao mundo. Saudando particularmente Oxossi que, como já dissemos, é o ancestre mítico fundador dos “terreiros” Ketu e consequentemente, Axexé do filhos do “terreiro”. Todos os presentes estão obrigados a despedir-se do morto e delegar-se nele por meio das moedas que colocam na cuia-emissario. 

a) Quando todo os presentes protestaram suas homenagens e despediram-se do morto, formam uma roda e todo o egbé e os parentes do morto entoam, entre outras, a cantiga: Ò tó “rù egbé ma sokún omo ò tó “rù egbé ma sokún omo égun ko gbe eyin o! Ekikan ejare àgbà Orixá gbe ni másè ekikan esin enia niyi r”òrun Tradução: Ele alcançou o tempo (de converter-se) no érù egbé (o carrego que representa o egbé). Não chore, filho. Oficiante do rito, não chore. Alcançou o tempo (de converter-se) no carrego (no representante) do egbé. Não chore, filho. Que Égun nos proteja a todos! Proclamai o que é justo. Que Àgbà Orixá nos proteja a todos! Proclamai (que) foi enterrado um dos seus, que foi para o òrun. (isto quer dizer, falai alto, com justa razão, porque enterram alguém venerável que irá ao òrun). A roda se desfaz e cada um volta para seu lugar. 

b) algumas adósù trazem vasilhas com comidas especialmente preparadas para essa ocasião e as colocam ao lado da cuia. Junto também é colocado um obì. 

c) Os sacerdotes vêm e levantam ritualmente a cuia cheia de moedas, apagam a vela e transportam tudo, também obì. e as comidas, para o recinto especial exterior, onde tudo é colocado junto aos objetos que pertenceram ao morto. 

d) Os membros do egbé na sala, descobrem suas cabeças, enrolam o pano branco por de baixo dos braços e formam uma Segunda roda, saudando e homenageando os orixás. Acaba essa parte da cerimônia, eles se cobrem novamente e continuam a roda cantando uma última cantiga de adeus ao morto. 

3. Axexé: sexto e sétimo dias: o ritual do sexto e sétimo dias é o ponto culminante do ciclo. No crepúsculo canta-se o Padê e continua-se como nos dias precedentes até a fase. Seguem-se os seguintes ritos: 

a) Ao pé das comidas e do obì colocam-se, ao lado da cuia, os animais que vão ser oferecidos de acordo com o asé do morto. 

b) Um sacerdote vem do exterior e põe no punho esquerdo de todos os assistentes pequenas tiras de màrìwò. É isso que os identifica como filhos do “terreiro” e os protege. 

C) Os membros do egbé retomam seus lugares e esperam ser avisados do fim do rito que se desenrola do Ilé-ibo. 

d) Nesse meio tempo, os sacerdotes preparam o chamado final do morto. Trazem tudo, “assentos”, objetos pertencentes ao morto, cuia, comidas e animais para o Ilé-ibo-akú. Traçam no solo de barro batido um pequeno círculo com areia e por cima, um círculo com cada uma das três cores símbolos. É um ojúbo provisório, em que se invoca o morto. No meio dele, parte-se o obì e, com seus segmentos, consulta-se o oráculo sobre a destinação a ser dada a cada um dos objetos e “assentos” do morto. Se trata de uma sacerdotisa de grau elevado, às vezes acontece que o “assento” de seu orixá fique no “terreiro” para ser adorado, com a condição de que o morto, consultado, esteja de acordo. Também pode querer deixar alguns objetos de uso pessoal, determinadas jóias ou emblema a um parente ou a uma irmã do “terreiro”. O resto, o que o morto não deixa para ninguém, em especial seu Bara, seu Ìpòrí, é posto em volta do pequeno círculo assim como as três vasilhas novas de barro, que descreveremos falando do “assento” dos Égun das adósù. Se o morto pertence à cúpula do “terreiro” ou possui méritos excepcionais, as três vasilhas são separadas para se proceder mais tarde a seu “assentamento” no Ilé-ibo-akú. Caso contrário, que é a maioria, as três vasilhas são colocadas junto aos que circundam o círculo-ojúbo. O sacerdote do grau mais elevado invoca o morto três vezes, batendo no solo com um ìsan novo preparado com uma grossa tala de palmeira. Invoca-se para que venha apanhar seu carrego, para que leve e se separe para sempre do egbé e do “terreiro”. Insiste-se e, na terceira invocação, o morto responde e simultaneamente tudo é destruído, quebrado com ìsan, rasgando-se vestimentas e colares. Os animais são imolados e colocados por cima dos restos destruídos, onde se coloca partes das moedas que se esparramaram ao quebrar a cuia, e os màrìwò que, retirados dos punhos irão juntos com os despojos do morto. Coloca-se por cima o punhado de terra, com a areia e as três substâncias cores recolhidas oportunamente. Um grande carrego é preparado: é o erù e sacerdotes levarão a perigosa carga especificado pelo oráculo para que Exu e Eleru disponha dele. 

e) Um sacerdote previne o egbé que, em silêncio, esperava na sala. Todos se levantam a saída do erù-ikù: Gbe “rú le mã lo a fi bo Tradução: o carrego da casa está saindo cubram-nos. 

f) Todos os participantes esperam em silêncio a volta dos sacerdotes que, ao seu regresso, irão, em primeiro lugar, prestar conta de sua missão aos ancestrais no Ilé-ibo-akú. Em seguida, virão à sala para comunicar o feliz término de sua missão. O egbé forma uma roda, canta saudando os orixás, e dois cantos finais despedindo-se do morto. Iku o! Iku o gbe lo o gbe, dide k” o jo eku o! òdigbõse o! Oh! Morte, morte o levou consigo ele partiu, levantem-se e dancem, nós o saudamos! Adeus! No entardecer do sétimo dia, canta-se o Padê de encerramento e, em seguida, procede-se ao sacudimento, isto é, a lavar, varrer e sacudir todos os Ilé e a sala, com ramos de folhas especiais. O asé da adósù passou a integrar o do “terreiro”. Se a pessoa falecida é a Iyálàse, deverá proceder-se a “retirar” sua mão de todos os objetos, todos os borí, celebrada pela Iyálàse substituta. Durante esse rito, ela pousará a mão sobre o orí de cada um dos membros do egbé, transferindo-lhes seu próprio asé. Se o grau da adósù falecida o permite, e se a resposta do oráculo o confirma, uma vez preparado o carrego, o ibo desta será preparado ritualmente com três vasilhas novas de barro. Um àpéré especialmente aprontado com uma combinação de folhas apropriadas é colocado diretamente sobre a terra no Ilé-ibo no lugar em que será implantado o “assento” formado com três recipientes; coloca-se junto uma quartinha com água e tudo é recoberto com um pano branco. Cumprindo um ano, uma oferenda espacial será feita e a sacerdotisa falecida passará a fazer parte dos mortos e dos ancestrais venerados no Ilé-ibo-akú, Axexé protetores do “terreiro”. Uma cantiga entoada na terra Yorùbá diz: Ìyá mi, Axexé!; ba mi, Axexé!; Olórun un mi Axexé o o! ki ntoo bò orixá à è. Tradução: Minha mãe é minha origem!; Meu pai é minha origem!; Olórun é minha origem!; Consequentemente, adorarei minhas origens antes de qualquer outro orixá. E no “terreiro” invoca-se: Gbogbo Axexé tinu ara. Todos (o conjunto dos) Axexé no interior de nosso corpo…(do “terreiro”). Se Axexé, não há começo, não há existência. O Axexé é a origem e, ao tempo, o morto, a passagem da existência individual do àiyé à existência genérica do òrun. Não há nenhuma confusão entre a realidade do àiyé ” o morto ” e seu símbolo o seu doble no òrun – o Égun. Há um consenso social, uma aceitação coletiva que permite transferir, representar e simultânea do àiyé e do òrun, a vida e da morte. O asé integrado pelos três princípios-símbolos e veiculado pelo princípio de vida individual manterá em atividade a engrenagem complexa do sistema e, através da ação ritual, propulsionará as transformações sucessivas e o eterno renascimento.