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Archive for janeiro \22\UTC 2012


Dançarinas Espirituais – Dança do Ventre
 



dancapromoimage Dançarinas Espirituais   Dança do Ventre

“Um dia, veio à corte do Príncipe de Birkasha, uma dançarina e seus músicos. … e ela foi aceita na corte… ela dançou a música da flauta, da cítara e do alaúde.
Ela dançou a dança das chamas e do fogo, a dança das espadas e das lanças; e ela dançou a dança das flores ao vento.
Ao terminar, virou-se para o príncipe e fez uma reverência. Ele então, pediu-lhe que viesse mais perto e perguntou-lhe: ‘Linda mulher, filha da graça e do encantamento, de onde vem tua arte e como é que comandas todos os elementos em seus ritmos e versos?
A dançarina aproximou-se, e curvando-se diante do príncipe disse: Majestade, respostas eu não tenho às vossas perguntas. Somente isso eu sei: a alma do filósofo vive em sua cabeça, a alma do poeta vive em seu coração, a alma do cantor vive em sua garganta, mas a alma da dançarina habita em todo o seu corpo.”

Extraído do livro “O Viajante” de Khalil Gibran

 
 

As imagens da Galeria abaixo foram pintadas pelo artista californiano Paul Heussenstamm. Todas foram feitas manualmente e são vendidas em diversas resoluções no site do autor: http://mandalas.com/

As imagens podem demorar um pouco a carregar (alta resolução).

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O Simbolismo do Labirinto

 

labirinto O Simbolismo do Labirinto
O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.

Esse desassossego é próprio daquele que, tendo abandonado suas seguranças e identificações egóticas, descobre ante si um mundo completamente novo e, portanto, desconhecido, mas para o qual se sente atraído, porque na verdade intui que ao atravessá-lo é que poderá se reencontrar com sua verdadeira pátria e destino. Essa impressão indelével de estarmos totalmente perdidos tem que nos levar imperiosamente a encontrar a saída, ajudados sempre pela Tradição (e seus mensageiros: os símbolos), que neste caso nos chega por meio do Agartha que, tal como um guia ou eixo, tem de nos conduzir (desde que nossa atitude seja reta e sincera) a um estado de virgindade, a um espaço vazio imprescindível, apto para a fecundação do Espírito, o que se vive no mais interno e secreto do coração.

labirinto3 O Simbolismo do LabirintoDevemos assinalar que muitos labirintos representados na arte de todos os povos são autênticos mandalas ou esquemas do Cosmo, ou seja, da própria vida, com suas luzes e sombras, o que nos permitirá compreender que esse processo labiríntico é na realidade uma viagem arquetípica, uma gesta, em suma, que todos os heróis mitológicos e homens de conhecimento têm realizado, e que nos servirá de modelo exemplar a imitar, tal e como estamos vendo na série “Biografias”. Na verdade, a viagem pelo labirinto é uma peregrinação ligada à busca do centro, e neste sentido é importante destacar que em muitas igrejas medievais figurava um labirinto (como em Chartres, em meio do qual aparecia antigamente o combate entre Teseu e o Minotauro) que percorriam de forma ritual todos aqueles que, por uma ou outra razão, não podiam cumprir sua peregrinação ao centro sagrado de sua tradição (por exemplo, Santiago de Compostela, ou Jerusalém), o que era considerado um substituto ou reflexo da verdadeira “Terra Santa”, onde os conflitos e lutas se finalizam, possibilitando assim a ascensão pelos estados superiores até conseguir a saída definitiva da Roda do Mundo.

Texto por Marcelo Del Debbio

 

 

 

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210.2.1 – CARTOMANCIA

CARTAS COMUNS

Poucos sabem mas as cartas normais que são usadas nos jogos populares, como a “sueca”, também são usadas para práticas divinatórias.

0 descobrimento da gravação em madeira propagou por toda a Europa os jogos de cartas. Existem métodos inumeráveis para se lerem as cartas, mas citaremos apenas os mais comuns; para este jogo adivinhatório utilizam-se 32 cartas que são: ás, rei, valete, dama, dez, nove, oito e sete nos naipes de ouros, copas, espadas e paus.

 

NAIPE DE OUROS:

Ás: gozo, dinheiro, êxito e boas notícias, quando na posição certa; ao revés, gozo de curta duração.

Rei: homem leal e potente; ao revês, homem de boa vontade, mas cheio de contrariedades.

Dama: mulher honrada, amorosa e suscetível; ao revés, mulher zelosa e muito cortesã.

Valete: enamorado e galanteador; ao revés, embusteiro.

Dez: fortuna, êxito e honras; ao revés, debilidade.

Nove: dinheiro inesperado e triunfo amoroso; ao revés, presente de pouca importância.

Oito: solução vantajosa; ao revés, dificuldades nos empreendimentos.

Sete: amores contrariados, cobrança de uma conta esquecida; ao revés, pequeno débito coberto.

 

NAIPE DE COPAS:

Ás: carta amorosa e notícia satisfatória; ao revés, visita de amigo.

Rei: homem franco e leal; ao revés, homem avarento e obstáculo imprevisto.

Dama: mulher amorosa; ao revés, mulher que oferece obstáculos a um casamento.

Valete: militar, ou jovem alegre e simpático; ao revés, militar zeloso ou rejeitado.

Dez: gozo, triunfo, surpresa; ao revés, ligeira inquietação. Nove: êxito e satisfação; ao revés, temor pássaro.

Oito: triunfo no amor; ao revés, indiferença.

Sete: matrimônio e paz no coração; ao revés, angústias.

 

NAIPE DE ESPADAS:

Ás: carta ou notícia próxima; ao revés, notícia desagradável.

Rei: militar ou camponês perigoso; ao revés, perigo iminente, discussão com amigo.

Dama: camponesa maledicente; ao revés, danos produzidos por calúnia.

Valete: notícias mal interpretadas por um mau servidor ou militar de má conduta; ao revés, más notícias.

Dez: viagem; ao revés, má viagem.

Nove: atraso e contrariedade; ao revés, distúrbios amorosos ou de família.

Oito: proteção, êxito nos amores; ao revés, intentona inútil.

Sete: boa notícia; ao revés, tagarelice de criança.

a.



 

NAIPE DE PAUS:

Ás: triunfo e prazer; ao revés, tristeza e má notícia.

Rei: homem perverso ou magistrado venal; ao revés, impotência do malvado, processo perdido.

Dama: viúva ou mulher abandonada; ao revés, mulher perigosa e equívoca que deseja casar-se novamente.

Valete: jovem de má conduta; ao revés, jovem que medita uma traição.

Dez: empresa fracassada, prisão ou desgraça; ao revés, prisão passageira ou de pouca duração.

Nove: atraso, obstáculo, morte; ao revés, perda de um parente.

Oito: doença próxima, má notícia; ao revés, matrimônio fracassado.

Sete: penas de pouca duração; ao revés, intriga sem importância.

 

Alguns estudiosos do tema consideram que os quatro naipes também podem ser associados aos períodos de um dia ou de uma vida, sendo atribuída a cada um deles a regência de ¼ dessas extensões do tempo. O ás de cada naipe rege a primeira semana da estação do ano a ela relacionada. O rei tem a segunda semana sob sua influência, seguida pela dama, que rege a terceira. As regências se sucedem na ordem decrescente, até o dois, que domina a última semana da estação.

Elementos – Os naipes representam os quatro elementos da natureza e os signos zodiacais a eles relacionados. Ouros, por exemplo, estão ligados ao ar (signos de Gêmeos, Libra e Aquário); Paus, ao fogo (Áries, Leão e Sagitário); Copas, à água (Câncer, Escorpião e Peixes); Espadas, à terra (Touro, Virgem e Capricórnio). Também estão associados à classificação estabelecida por filósofos a Antiguidade quanto à natureza humana: colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico (hoje em dia, respectivamente, inteligência, intuição, compaixão e depressão).

Dualidade – cartas vermelhas e pretas – As cartas vermelhas são geralmente associadas às características femininas, passivas, yin; as pretas relacionam-se, em geral, às características, masculinas, ativas, yang.
http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/guiacosmico/futurama/cartas2.htm

 

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UMA FOGUEIRA DE LUZ

Sabíamos que ela existia, que era perigosa, que matava muita gente por onde passava, mas eram apenas palavras que chegavam até nós trazidas por amigos de outras paragens e refugiados da guerra.

Por volta de 1915 ela adentrou em nosso acampamento, e tudo que diziam era verdade, meu povo quase foi dizimado por ela.
Os mais velhos e as crianças foram suas primeiras vitimas, a tradição teve que ser esquecida e os mortos eram enterrados rapidamente para não contagiar aqueles que ainda não tinham a doença.

Nesta época eu devia ter 15 anos e a vida sorria para mim, logo iria me casar com aquele para o qual eu fora prometida desde o meu nascimento, na verdade os preparativos e a festa já estavam em andamento, nosso país graças a Deus não estava participando da guerra que atingia toda a Europa e ela chegou sem ser convidada.

As mortes começaram a acontecer, em pouco tempo dezenas de irmãos partiram para a eternidade, não sei explicar porque fui poupada, estive ao lado daqueles que contraíram a doença, ajudei como pude, mas meu povo não tinha como escapar desta assassina.

O que um dia foi o acampamento cigano em muito pouco tempo virou um cemitério, poucos de nós escaparam, perdi todos que eu amava, ela levou minha mãe, meu pai, dois dos meus três irmãos, meus tios, meus amigos e aquele que um dia seria o meu marido.

Assim como chegou ela partiu deixando um rastro de morte e desolação, nós os sobreviventes partimos deixando tudo para trás, colocamos fogo no pouco que havia restado do que um dia foi chamado de nosso lar, ao longe dava para avistar a fumaça negra que consumia o nosso acampamento.

Éramos em talvez vinte ou mais pessoas que fugiam apenas com o que pudemos carregar, água mantimentos, a roupa do corpo e algumas moedas.

Pela estrada o que se via eram apenas outras pessoas que como nós haviam conseguido escapar da morte e muitos não iriam terminar a viagem.

levavam com eles os sintomas da praga e com certeza iriam contaminar aqueles que estavam juntos na estrada fugindo do inimigo invisível.

Lívio um dos poucos homens de nosso acampamento que havia sido poupado assumiu a chefia do grupo e disse que deveríamos deixar a estrada e procurar um lugar para montarmos nosso novo acampamento.

Todos concordaram afinal estavam cansados da caminhada, a sede e a fome já faziam parte do nosso grupo e alguma coisa tinha que ser feita.

Nos afastamos da estrada e entramos em meio a um bosque em busca do local, depois de uma boa caminhada encontramos uma clareira e paramos, não dava para descansar, portanto foram distribuídas tarefas para todos.

Meu irmão Niko teve a incumbência de encontrar água, outro cigano ainda jovem de encontrar comida e os outros ficaram para montar as barracas com galhos e folhas que haviam por toda nossa volta.

Naquela noite a sorte parece que se lembrou da gente, meu irmão voltou dizendo que havia encontrado uma fonte, ainda tínhamos mantimentos que iriam durar alguns dias e uma pequena fogueira foi acesa para aquecer os alimentos e a todos nós.

Mal sabíamos que aquela pequena fogueira iria mudar a vida de muita gente, apesar de pequena parecia um farol iluminando a noite e atraindo quem passava na estrada.

E eles foram chegando, pedaços do que outrora foram famílias, algumas crianças sem os pais, homens que haviam perdido a razão de viver, todos eram atraídos por aquela pequena fogueira e nós nos desdobrávamos para atender a todos e tentar dar um pouco de conforto para aquelas pessoas.

Ciganos e gadjes juntos na desgraça, o preconceito foi esquecido, o amor à vida era maior que tudo.

Outros ciganos chegaram com suas carroças e montaram suas tendas, havíamos criado uma comunidade onde todos se respeitavam.

Em pouco tempo àquela clareira ficou pequena, arvores foram derrubadas e com a madeira construíam barracos.

Um dia chegou uma carroça de um comerciante com mantimentos e ele montou seu pequeno negócio, outros comerciantes também se instalaram por ali e a clareira foi aumentando até chegar a estrada.

No principio Lívio comandava e organizava aquela gente, mas com o passar do tempo ninguém dava atenção as suas palavras, o nosso pequeno acampamento estava virando um vilarejo, e crescia todo dia.

Agora a estrada passava no meio do local, já haviam barracos do outro lado da estrada, a mudança era muito rápida, onde antes eram barracos casas eram levantadas do dia para a noite, comerciantes das cidades vizinhas traziam mercadorias para comercializar ali e o povo cigano foi ficando distante, continuávamos no mesmo lugar, o que antes era o centro da clareira hoje era um canto esquecido.

Os ciganos que chegaram permaneceram unidos, assim nosso acampamento continuava apesar de tudo, aquelas crianças que chegaram até nós sem os pais continuavam com a gente, os outros foram se afastando e se integrando o vilarejo.

Só se lembravam do povo cigano quando alguém adoecia, mulheres em trabalho de parto eram levadas para os ciganos e acabei virando parteira, mãe das crianças órfãs, amiga daqueles que perderam tudo.

Nossa pequena fogueira era acesa todas as noites, mas já não fazia o mesmo efeito de outrora, muitas outras eram acesas pelos gadjes e o que se via era muita fumaça cobrindo o céu estrelado.

Meu sonho de um casamento feliz ficou no passado, se meu pai não mais podia me ver casando, se meu noivo estava na eternidade jurei jamais me casar e cumpri esse juramento até o fim dos meus dias.

A guerra finalmente terminou e todos comemoraram, alguns voltaram para seus paises de origem, outros ficaram por aqui, afinal era um porto seguro, a doença jamais chegou até nós mas, continuava matando em todo o mundo.

Aquela comunidade que existia estava acabando, o amor foi se distanciando, a intolerância voltou, ser cigano passou a ser sinal de raça inferior e abandonados na periferia daquele vilarejo íamos levando nossa vida.

Nossa vida foi ficando insustentável, se acontecesse um roubo no vilarejo colocavam a culpa nos ciganos, gadjes bebiam em demasia e vinham perturbar a nossa paz, ciganas eram desrespeitados em plena luz do dia, os comerciantes cobravam mais caro do meu povo, de repente nós éramos os intrusos e tudo faziam para demonstrar isso.

Então certa noite quando estávamos todos a beira da nossa fogueira Lívio disse:
– Aqueles que forem ciganos e também aqueles que hoje se consideram ciganos estão convidados, meu grupo vai partir amanhã, nosso lugar é na estrada e Santa Sara como sempre vai estar com a gente nesta jornada, portanto aqueles que quiserem preparem suas coisas vamos partir, vamos em busca daquilo que todo não cigano inveja, vamos aproveitar a nossa liberdade, acordar com o sol e dormir com as estrelas.
A resposta ao comunicado de Lívio foram gritos, palmas e todos começaram a arrumar suas coisas e no dia seguinte aquela mesma fogueira que ainda mostrava sinais de vida da noite anterior foi definitivamente apagada para renascer em outro lugar em outro acampamento.

A caravana cigana estava outra vez na estrada deixando para trás uma pequena cidade.

Sou Silvana.

A amiga das piores horas.

Sou a parteira na entrada da vida.

Sou a mãe dos esquecidos.

Sou a conselheira.

Sou o abrigo.

Mas antes de tudo sou cigana.

AUTOR: Gidelson E. da Silva

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